sábado, 28 de maio de 2011

27 de maio de 2001!

TRIBUTO AO PET


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“E o técnico Zagallo olha para o relógio: 43 minutos… coça a cabeça…”

Talvez Luiz Penido não soubesse que, ao assinalar o momento exato da cobrança, oficiava menos como radialista e mais como historiador. Washington Rodrigues, ao seu lado, intuía, ele sim, que estava prestes a presenciar um feito histórico da magnitude dos descobrimentos, da primeira explosão atômica, da ascensão do Cristo ou do gol mil de Pelé. Acusa a presença do sobrenatural, ali personificado no padroeiro São Judas Tadeu, que segundo ele “acaba de chegar”.

E a voz de Luiz Penido será, pelos séculos dos séculos, a moldura do mais belo quadro jamais pintado por um cobrador de faltas. Lá se vão dez anos, e todo rubro-negro que se preze ouviu a narração quinze, vinte, duzentas vezes. Muitos a decoraram como quem decora o hino nacional, o creio-em-Deus-padre. Gerações futuras de rubro-negros crescerão na segurança de que a voz do Penido, eternizada, lhes dará sempre a noção exata do que sentiram seus pais, avós, bisavós naquela tarde carioca de 27 de maio de 2001.

Em 27 de maio de 2001, ali pelas cinco da tarde, o pé direito de Dejan Petkovic nos fez tocar o céu com as mãos. Não foi apenas o gol que nos deu um tricampeonato: foi o gol que — caso único na história do futebol — enterrou para sempre uma rivalidade secular. Percebam: até Fabiano Eller derrubar Edílson, na intermediária defensiva do Vasco, a torcida inimiga canta com a empáfia de quem olha o adversário de igual para igual. Três anos antes desfilaram troféus em frente à Gávea. Quatro meses antes arrotavam, desonestos que só eles, uma falsa igualdade em número de títulos brasileiros. Segundos antes, cantavam a certeza de que, desta vez, e para sempre, vice é o caralho.

Mas, às cinco da tarde, quis o destino que coubesse ao mais improvável dos artífices enterrar para sempre aquela soberba: um rapaz nascido a dez mil quilômetros dali, e ali desterrado depois que a guerra, as sanções e um banqueiro judeu o convenceram a ganhar o pão, com seu talento, a meio mundo de casa.
Desde que os nossos remadores sentaram a pá na cabeça dos vascaínos que acudiram às Laranjeiras, e dentro de campo Candiota, Nonô e Junqueira fizeram do Flamengo o único time a bater aquele Vasco das camisas pretas, por 73 anos essa gente viveu com uma única obsessão: suplantar o Flamengo.

Em 27 de maio de 2001, com os 2 x 1 no placar, e tendo conquistado dois Brasileiros e uma Libertadores num espaço de cinco anos, tinham certeza de que esse dia estava próximo. Aos 43 do segundo tempo ruiu tudo, e aquele Vasco multicampeão seria lembrado, apenas e tão-somente, como o tri-vice-campeão, o esquadrão talentoso que tremeu toda e cada vez que decidiu contra o Flamengo. E, desde então, todo vascaíno desvia o olhar quando cruza com um rubro-negro.

Isso foi obra de Dejan Petkovic.

Deus te abençoe, Gringo.

Pablo Duarte Cardoso, extraído do Urublog


Como esquecer de 27 de maio de 2001? Um domingo ensolarado, animado por mais uma final de campeonato carioca... perder por 2 a 1 no dia 20/05 foi tenso, mas ainda haveria outra partida...
E precisaríamos de 2 gols de diferença... já que o Vasco tinha melhor campanha... O jogo em si foi morno, o Fla abriu o placar e depois o Vasco empatou... e terminou assim o primeiro tempo...

O segundo tempo começou c/ uma bela jogada de Petkovic e o gol de cabeça do baixinho Edilson... 2 a 1 dava ao título ao vasco... e a agonia se arrastou até os 43 min do segundo tempo...

E quando a bola encontrou o fim de sua trajetória dentro do gol de Elton, foi a maior explosão de alegria que o futebol me proporcionou na vida!

Eu, meu falecido e querido tio e demais saímos pelo jardim chorando e gritando... todos àquela altura ja sabiam que se tratava de um momento histórico... Toda a vizinhança acompanhou a festa de uma casa só, de 3 pessoas, que assistiram o fim da partida chorando, emocionados e ainda incrédulos...

Na nossa vida há momentos inesquecíveis devido à alta carga de emoção que eles nos proporcionam... e depois de 10 anos, tudo o que eu posso é agradecer!

Muito obrigado FLAMENGO! Obrigado Dejan Petkovic! Muito obrigado tio Maurício! [e que Deus o tenha em um bom lugar, que você merece muito...] É de vocês que eu jamais esquecerei!

Eu tinha só 11 anos, mas lembro de cada detalhe como se fosse ontem...

e ainda tenho a mesma sensação daquele momento quando lembro ou revejo aquele gol!


vlw vlwwwww
FUI!